quinta-feira, 19 de junho de 2014

“O modelo dos modelos” (Ítalo Calvino)

 “O modelo dos modelos” (Ítalo Calvino)
A pós a leitura do texto cheguei à conclusão que existe uma relação entre o mesmo e o trabalho com os alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE), sendo que a cada aluno que surge precisamos de um modelo diferente para trabalhar com ele, pois cada um apresenta condições diferentes e requer formas diferenciadas de atendimento. Seja qual for sua deficiência precisamos buscar meios de descobrir suas habilidades, procurando saber em que podemos contribuir para desenvolve-las o máximo, visando superar as dificuldades e limitações.
Como cita o autor usar procedimentos combinatórios procurando aplicar os que se adaptam melhor a realidade de cada um, já que são muitas realidades distintas. Com o passar do tempo e a convivência percebemos que a cada dia nos adaptamos com a diversidade criando mais e melhores estratégias, fortalecendo as nossas experiências ou seja aprendemos na pratica a aplicar teoria que é muito útil, mais a maior aprendizagem consiste na pratica a vivencia com os alunos especiais e a leitura nos proporcionam uma imensa apropriação do conhecimento.
Hoje com tudo que já vivi em sala e o que já aprendi com a especialização do AEE, não sou mais a mesma, sinto que melhorei bastante como profissional e como ser humana.

A humanidade precisa aprender a ver e valorizar o lado bom do próximo, suas qualidades e virtudes, pois essas superam os defeitos e fornece a condição de viver em harmonia com todos.

sexta-feira, 30 de maio de 2014





RECURSO E ESTRATÉGIAS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE ALUNOS COM TGD


ATIVIDADE: Adaptação de livros de histórias como recurso de imersão nos símbolos

Letras maiúsculas ampliadas 

Os livros são transcritos ou modificados a partir da reescrita simplificada da história impressa com letra maiúscula, tamanho 28 ou superior, fonte Arial e negrito.

  A construção de pranchas de comunicação relacionadas com a história 
  A associação de brinquedos ao conteúdo do livro como os bichinhos da história

Os símbolos pictográficos Picture Communications Simbols (PCS) são elaborados como o auxílio do software Boardmaker e podem ser impressos isoladamente em cartões ou organizados em pranchas de comunicação. O objetivo principal dos símbolos é o desenvolvimento de uma comunicação alternativa que possibilite ao usuário acompanhar a história através dos símbolos, responder ou fazer perguntas e recontar a sequência de acontecimentos.





FONTE: http://www.comunicacaoalternativa.com.br/estrategias

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Surdo Cegueira e Deficiência Múltipla


            Surdo Cegueira e Deficiência Múltipla


Entre as diferencias existentes nos surdocegos e a deficiência múltipla (DMU) estão as seguintes: Surdocegueira é considerado uma única deficiência enquanto que DMU se define como associação de duas ou mais deficiências.
O surdocego só recebe as informações do que está a sua volta de maneira fidedigna, com mediação de comunicação para perceber, interpretar e conhecer o que lhe cerca. Seu conhecimento do mundo acontece pelos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, sinestésico, proprioceptivo e vestibular. Já na DMU não podemos garantir que as informações chegam a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais (visão ou audição) como referência são esses pontos responsáveis pela maior parte dos conhecimento que adquirimos ao longo da vida. Na aquisição da comunicação algumas estratégias são eficientes como por exemplo: A comunicação expressiva tanto na surdocegueira como (DMU) que não se comunica pela fala, são semelhantes, sendo bem sucedida nos dois casos. Também o Caderno de Comunicação, a descrição com gravuras, escrita em tinta e Braille. O Passaporte para a Comunicação que visa facilitar a interação entre a criança/jovem que não se utiliza da fala e as pessoas que não a conhecem. Em todas as atividades desenvolvidas entre pessoas com DMU e Surdocego deve ser dado atenção a individualidade e a dignidade do aluno com DMU, é indispensável uma boa adequação postural procurando a maneira mais confortável que houver para o educando, é muito importante favorecer o desenvolvimento do esquema corporal, procurar sempre buscar a verticalidade o equilíbrio, a articulação e a harmonização de seus movimentos, o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e desenvolvimento da força muscular; levando-o a se auto perceber e perceber o universo ao seu redor.





 Referencial: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, Universidade Federal do Ceará. A Educação Escolar na Perspectiva da Inclusão Escola
Surdocegueira e Deficiência Múltipla (fascículo – 5)
Ismênia Carolina Mota Gomes Bosco
Sandra Regia Stanziani Higino Mesquita
Shirley Rodrigues Maia
Vula Maria Ikonomiddis
França Mary e França Eliarde (2007)

Luiza Barbosa

domingo, 9 de março de 2014

PS_T99X_Texto para Blog PS

      PS_Luiza Barbosa                                                                                                                                          A Inclusão Escolar da Pessoa com Surdez na Escola Regular
                                                                                                           
                    Luiza Barbosa de Sousa Vieira


                                                                                                                                                 Curso de Especialização à Distância em AEE / UFC.
A inclusão escolar de pessoas com surdez em escolas regulares, em geral revela o entendimento que a maioria das pessoas têm, ou seja, que  as pessoas com surdez devem estar numa sala e/ou escola especial, aprendendo a comunicar-se através da LIBRAS (L1) e relacionando-se na maioria das vezes apenas com surdos e que num segundo momento, aprenderão a Língua Portuguesa (L2). No entanto, essa compreensão está mudando graças às novas concepções de homem, atualmente defendida por profissionais da Educação como Damázio (2005), que acredita que as propostas de trabalho para a escolarização de pessoas com surdez, devem basear-se    
à luz do pensamento pós-moderno, a pessoa com surdez, como ser humano descentrado, em que processos perceptivos, linguísticos e cognitivos poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-se seres humanos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais-gestuais, mas também ler e escrever as línguas em seus entornos”.
Baseando-se nesse princípio, entende-se que é necessário o rompimento das práticas pedagógicas conservadoras, buscando desenvolver a prática pedagógica, çlpcompreendendo a pessoa com surdez, em sua totalidade, ou seja, um ser biopsicossocial, cognitivo e cultural e não vê-lo reduzido ao mundo surdo, às comunidades surdas.
A proposta educacional para essas pessoas é proporcionar ações de mudanças   educacionais - estratégias, metodologias, adaptações curriculares, voltadas para incluí-las em sala/escola regular, com intérprete de Libras, respeitando as diferenças -  visto que cada ser é um ser diferente; com condições de aprendizagem iguais para todos os alunos, independente de suas limitações. Estudiosos como Damázio (2005), revelam uma nova possibilidade de trabalho para essa parcela da população que possui uma língua especifica a L1 e que convive diariamente nos mais diversos contextos sociais, com uma maioria que usa outra língua, a L2.  Daí a necessidade da população surda aprender a L2, principalmente na modalidade escrita, a qual favorecerá a interação com os usuários dessa língua (ouvintes). A partir dessas considerações, percebe-se que a escola, na perspectiva da Educação Inclusiva, precisa rever suas práticas pedagógicas, de forma a contemplar o desenvolvimento das pessoas com surdez - PS, levando em conta que essas também estão envolvidas em redes sociais, culturais e de saberes, proporcionando aos seus alunos, condições de se sentirem sujeitos participativos desse contexto. A educação inclusiva propõe a efetivação da proposta bilíngue, oportunizando às PS tanto o aprendizado da L1, como da L2, sem priorizar uma língua sobre a outra, mas que ambas contribuam para a aquisição e produção de conhecimentos, a formação critica dos alunos, a interação com as demais pessoas nos mais diversos espaços sociais.
A literatura atual apresenta uma proposta inovadora para a escola regular ofertar educação às PS, de forma a possibilitar uma aprendizagem de qualidade, respeitando às suas potencialidades, habilidades e especificidade linguística, que são os serviços de Atendimento Educacional Especializado – AEE PS de forma complementar as atividades desenvolvidas na sala regular. Esses serviços serão desenvolvidos através de um Plano de AEE e PS, envolvendo os três momentos didático-pedagógicos: AEE de libras – momento em que a pessoa com surdez terá oportunidade de aprender e/ou aprofundar seus conhecimentos nessa língua, inclusive a aquisição de sinais de termos científicos; o AEE em libras – espaço dedicado para interpretação em libras dos conteúdos da sala regular, facilitando a sua compreensão e o AEE de Língua Portuguesa, onde o aluno com surdez se apropriará das especificidades dessa língua, na modalidade escrita. Acredita-se que somente a partir da efetivação dessa proposta, é que a escola regular possa de fato está contribuindo para o processo de inclusão educacional das PS. Ressalta-se que o Plano de AEE PS será elaborado em consonância com os conteúdos trabalhados na sala regular, ouvindo os profissionais (professores, interpretes, coordenações) envolvidos com esse aluno além é claro dos familiares. Sabemos que a Inclusão de PS na escola regular é um grande desafio a ser enfrentado por todos, de forma gradativa, com muitas leituras e discussões. Mas que é possível desde que as pessoas aprendam a respeitar às diferenças humanas e, assim como as flores, consigam embelezar o mundo com suas diversidades.
Referência bibliográfica:                                                                                                                 DAMÁZIO, Ferreira Macedo Milene. Educação Escolar de Pessoas com Surdez. Atendimento Educacional Especializado em Construção.


sábado, 30 de novembro de 2013

Descrição e Audiodescrição




A Audiodescrição é um recurso de fundamental importância às pessoas com deficiência visual, pois com o uso do mesmo estas pessoas podem saber detalhes que não conseguem enxergar, nos cinemas ou teatros as cenas em que o personagem expressa-se através de gestos, sem audiodescrição é como se fosse um corte para o deficiente visual dificultando assim a compreensão.
Na parte pedagógica com esse vídeo podemos desenvolver um bom trabalho, apreciando a paizagem e buscando valorizar os recursos naturais, que tanto embelezam o nosso planeta procurando resgatar o respeito pela a mãe natureza.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Atividade Com Jogo




Atendimento Educacional Especializado



Atividade com jogo para desenvolver a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual - DI

Nylse Helena Silva Cunha: Criar para brincar



                                         


1. Boliche de latas
1.1. Objetivos:
·         Desenvolver a motricidade, a coordenação motora ampla, a coordenação viso-motora, o arremesso ao alvo, o controle de força e direção;
·         Compreender a pontuação do jogo; regras; aprender a perder, desenvolver o espírito de competição, de respeito ao outro;
·         Conhecer o material que constitui as peças do jogo – tamanho, espessura, cor;
·         Compreender o processo de reaproveitamento de objetos, contribuindo com a preservação dos recursos naturais;

1.2. Descrição do material:
As bolas de meia feitas com algumas meias juntas, que são enfiadas no fundo
de uma meia comprida. Para arrematar, torcer e desvirar o cano da perna da meia
várias vezes, recobrindo a bola para, posteriormente, costura-la. As latas vazias, devem ser do mesmo tamanho, com números colados.
1.3. Possibilidades de exploração:

No caso do João Batista, a professora do AEE deverá realizar uma “preliminar” estabelecendo uma conversa informal sobre as regras do jogo; como manusear as peças do jogo, esclarecendo que irá jogar com ele, mas qualquer um dos dois poderá ser o vencedor. Assim, o aluno terá curiosidade e interesse em participar do jogo, pois já é conhecedor do funcionamento do mesmo, o que lhe deixará mais tranquilo.
Após essa fase, a professora providenciará:
·         O empilhamento das latas fazendo um castelo;
·         Inicia o jogo, mostrando que deve-se jogar como boliche: cada jogador arremessa três bolas, tentando derrubar todas as latas;
·         Contar e explicar que os pontos serão contados de acordo com os números escritos nas latas derrubadas;
·         Vencerá o jogo quem tiver feito mais pontos.

Referencial teórico:
MAFRA. Sônia Regina Corrêa. O Lúdico e o desenvolvimento da criança deficiente intelectual. Decretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Diretoria de Políticas e Programas Educacionais. Programa de Desenvolvimento Educacional.  2008. P.20-21.