domingo, 30 de junho de 2013

AEE_Estudo_do_Caso_Roberto

                            AEE Estudo do caso Roberto
1-       Apresentação do Problema
“Roberto” tem 13 anos de idade, está matriculado no 4º ano em uma escola da  rede municipal de ensino tem características de deficiência intelectual e apresenta uma leve deformidade no crânio, provavelmente consequência do parto a fórceps. Vive em uma instituição para crianças e adolescentes órfãos. Encontra-se na fase (pré-silábica) do desenvolvimento da linguagem escrita. Apresenta variação de comportamento: em alguns momentos demonstra interesse e em outros, não para desenvolver as atividades de leitura e escrita. “Roberto” é muito inquieto em sala de aula, desloca-se com muita frequência chegando até a fugir da sala, não se interessando pela as atividades propostas por a professora e, após inúmeras tentativas de atividades, a mesma percebeu que esse aluno entende melhor as atividades escritas em contexto de jogo, já que manifesta um enorme interesse pelos mesmos, demonstrando grande esperteza para compreender suas regras e assim, ser sempre o vencedor. Na sua locomoção, percebe-se que arrasta os pés sem flexionar os joelhos. Tem dificuldades para desenvolver atividades gráficas no traçado das letras e no desenho.
Seu relacionamento com as outras crianças é muito bom e também com a professora da sala regular, sendo mais ligado a dois colegas de sua turma chegando a chamá-los de irmãos, esses dois garotos moram na mesma instituição que o “Roberto”.
                   2-    Esclarecimento do Problema
“Roberto” chegou nessa Instituição com poucos dias de vida e com a saúde em estado muito grave, segundo a Assistente Social. Teve uma infância com muitos problemas de saúde e de comportamento. Esteve em sala de aula especial até os 09 anos e na opinião da Assistente Social, todo esse tempo, contribuiu para que o seu comportamento regredisse passando a apresentar reações infantilizadas, necessitando de cuidados especiais em muitas atividades da vida. Nunca recebeu atendimento clinico. Aos 10 anos foi matriculado no primeiro ano  na sala regular, permanecendo na mesma escola até o 3º ano. Seus professores não pareciam se preocuparem com sua aprendizagem, achando que para ele a socialização bastava.
No 4º ano com a mudança de escola passou a frequentar o Atendimento Educacional Especializado – AEE na Sala de Recursos Multifuncionais - SRM. Ao recebê-lo, procurou-se conversar com a professora do “Roberto”, da sala regular para sabermos do seu comportamento em sala, suas potencialidades, habilidades, dificuldades, a qual relatou que o mesmo tem muitas dificuldades no traçado das letras e desenhos restringindo-se a algumas letras do alfabeto, principalmente as que compõem o seu nome; só consegue ler algo com a presença de imagens. A professora percebeu que identifica algumas letras do alfabeto.
De posse dessas informações e o observando durante os primeiros atendimentos, a professora do AEE pode constatar que “Roberto” tem comprometimento com seu desenvolvimento intelectual, o que não impede de ser perspicaz, principalmente para compreender regras de jogos e se beneficiar para vencer sempre. Apresenta boa capacidade de comunicação, favorecendo assim o diálogo com os colegas e professoras. Na sala de aula regular “Roberto” fica querendo sempre ajuda para desenvolver suas atividades e isso deixa sua professora
irritada. O aluno tem sua saúde fragilizada, frequentemente tem crises respiratórias e alérgicas, usa medicamentos diários para evitar essas crises.
                3-   Identificação da Natureza do Problema
Supõe-se que a natureza do problema de “Roberto” seja de ordem cognitiva e motora, a primeira por conta da suposta deficiência intelectual (ainda não contamos com o Laudo Médico) e a segunda em virtude de sequelas neuromotoras que afetaram seu tônus muscular, causando as dificuldades com o manuseio do lápis e na motricidade ampla. A falta de execução dos movimentos é por causa da hipotonia muscular, que impede a ação de pular e correr. A atenção seletiva atrapalha sua concentração.
                4-   Resolução do Problema
Enquanto professora do AEE na SRM, tem-se buscado estabelecer diálogos constantes com a professora do “Roberto” - sala regular e com a Assistente Social da Instituição na qual  esse aluno reside, com o objetivo de conhecê-lo com mais profundidade, orientando para que o “Roberto” seja atendido por profissionais como neurologista, para emissão de Laudo Médico; fisioterapeuta (possibilidade de melhorar a coordenação motora – locomoção); psicopedagoga, para identificação das causas da dificuldade na aprendizagem, psiquiatra, para constatação ou não da deficiência intelectual, profissionais esses que através de seus Laudo/Relatórios poderão auxiliar/ favorecer a identificação de estratégias e metodologias que a professora da Sala de Recursos Multifuncionais poderá valer-se para elaborar e/ou selecionar atividades que explorem as potencialidades desse aluno, visando a melhoria no processo de aprendizagem, na aquisição dos conhecimentos, na socialização do mesmo no ambiente escolar e fora dessa, estimulando-o no processo de independência/ autonomia, além de contribuir com a professora da sala regular, no sentido de que esta tenha uma melhor descrição da realidade desse aluno. Acredita-se que atividades que envolvam jogos, como por exemplo: bingos, dominós, envolvendo regras e competição, tornarão os momentos de aprendizagens mais satisfatórios e despertarão curiosidades, além de trabalhar o raciocínio lógico. Podem-se utilizar as Tecnologias da Informação e da Comunicação – TIC, como exemplo, os jogos educativos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário