quinta-feira, 20 de junho de 2013

AEE_Fechamento_Luiza


AEE_Fechamento_Luiza

Em relação ao papel do professor do Atendimento Educacional Especializado - AEE, entende-se que o mesmo precisa de muita leitura e sensibilidade para “identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos, público – alvo da educação especial” (Inciso I, Art. 13, Res. Nº 4/2009), facilitando o desenvolvimento de suas habilidades, explorando as suas potencialidades, não só na sala de A E E, como em toda escola e até em casa, desenvolvendo ações que nesse sentido junto ao professor da sala regular e aos familiares. É também, função do professor de AEE sensibilizar a comunidade escolar e familiares, sobre as funções da sala de recursos para que juntos consigam caminhar em busca da inclusão. O conhecimento da Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, por parte dos segmentos envolvidos, fortalecerá as ações desenvolvidas pela escola comum, visando a aprendizagem satisfatória do aluno com deficiência, com o apoio dos Serviços do AEE.
O estudo de caso é de suma importância, pois nos fornece informações sobre a história de vida de nossos alunos, nos aspectos social/afetivo, econômico, cognitivo, emocional, as experiências escolares, nível de aprendizagem, questões relacionadas a saúde, terapias, facilitando a identificação de estratégias de aprendizagens que superem as dificuldades dos  alunos, eliminando as principais barreiras que os impede de desenvolver seus potenciais na sala de aula regular, sem discriminação, e com sucesso dentro e fora da escola, tornando-se uma pessoa mais independente/autônoma. É somente a partir do estudo de caso, que o professor do AEE terá condição de pesquisar todas as questões relativas aquele(a) aluno(a) e  assim, buscar soluções que valorize suas habilidades.
O plano de AEE tem uma grande contribuição no processo de aprendizagem do aluno, pois esse é soma de muitas informações sobre esse aluno, bem como a identificação de estratégias e metodologias que favoreçam a aprendizagem, valorizando o potencial desse aluno. Deverá ser elaborando, com informações fornecidas também pela professora da sala de aula regular, a qual deverá manter uma relação de parceria com o professor do AEE. A partir desse diagnóstico, o professor do AEE deverá elaborar o Plano de AEE com atividades que visem valorizar os conhecimentos já adquiridos, que superem as suas necessidades e o estimule, desenvolvendo o raciocínio lógico, o senso crítico, de forma a complementar os conteúdos trabalhados na sala de aula regular.
Sabe-se que a execução do Plano de AEE é um desafio constante, pois apesar de todo plano ser flexivo, o trabalho com pessoas com Deficiência Intelectual - DI é muito complexo, a própria Comunidade Cientifica, vive em constante pesquisas na busca de melhor identificar causas e efeitos, visando orientar melhor os profissionais da saúde, da educação, dentre outros que atendem essas pessoas.
Tem-se consciência que o processo de aprendizagem para quem tem DI é lento, necessitando de muita repetição, com materiais concretos, de forma lúdica, pois muitas vezes demonstram que precisam rever todo o conteúdo – esquecem com muita facilidade. Mas vale apena oportunizar estratégias de aprendizagens a essas pessoas e o Plano de AEE e DI dá essa condição, haja vista, ser um plano individual e/ou em pequenos grupos, desde que direcionado para alunos com a mesma deficiência e níveis de aprendizagem. Assim, acredita-se que aos poucos, com o desenvolvimento do Plano e suas respectivas reformulações, a escola comum possa favorecer a inclusão escolar e social das pessoas que tem DI.

Referencial Bibliográfico:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação    Básica. Resolução Nº 4, de 02 de outubro de 2009.
ROPOLI, Edilene Aparecida...[et. al.]. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de
     Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010. Vol. 1 - A Escola Comum Inclusiva (A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).
GOMES, Adriana Leite Lima Verde.
      Educação especial na Perspectiva  da Inclusão Escolar: O Atendimento Educacional Especializado para alunos com Deficiência Intelectual / Adriana Leite Lima Verde Gomes...[et.al.]. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010. Vol. 2 – O Atendimento Educacional Especializado para alunos com Deficiência Intelectual (A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).


2 comentários:

  1. Oi Luiza, passando aqui para fazer leituras das suas postagens como comentá-los. Acompanho seu esforço no trabalho com AEE, vejo a importância do trabalho de inclusão na comunidade escolar e sua dedicação com as famílias dos seus alunos, como bem coloca no seu texto. Concilio com você esse pensamento que os estudos de caso definem como serão preparadas as atividades que auxiliarão a aprendizagem dos alunos. Parabéns!

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    1. Obrigada amiga, você é uma grade potencia aquela profissional que faz a diferencia na educação.

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